Selic deve cair para 11,75%, mas BC pode ajustar ritmo em 2024

Selic deve cair para 11,75%, mas BC pode ajustar ritmo em 2024
Selic deve cair para 11,75%, mas BC pode ajustar ritmo em 2024

O Banco Central deve cortar a taxa básica de juros (Selic) em mais 0,50 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre na semana que vem. Essa é a expectativa do mercado e também já foi sinalizada pelo BC.

A Selic está atualmente em 12,25% ao ano. Se o corte for confirmado, a taxa chegará a 11,75%, dentro da projeção do Relatório Focus, que é a mediana das expectativas do mercado financeiro.

No entanto, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, alertou nesta terça-feira (5) que o jogo da política monetária ainda não está ganho e há incertezas no ambiente.

Ele disse que a inflação brasileira está convergindo para o que o BC esperava, mas que o cenário global começou a “engatar desaceleração”. Isso significa que os demais bancos centrais precisarão manter as suas taxas elevadas por mais tempo, o que acaba impactando o Brasil.

Campos Neto também disse que a inflação de serviços brasileira ficou abaixo da dos Estados Unidos pela primeira vez em muitos anos, o que abre espaço para o BC cair os juros.

BC vê espaço para mais cortes na Selic, mas incertezas podem pesar

Ele destacou que ainda vê espaço para cortes de 0,50 pp, mas lembra que isso é válido “sempre duas reuniões à frente”. Ou seja, até janeiro, a Selic deve ser reduzida a 11,25%. Depois, disso, os dirigentes do Banco Central precisam avaliar se vale a pena continuar com o ritmo ou reduzir o passo.

O corte de 0,50 pp na Selic na próxima reunião do Copom é um movimento esperado, já que o BC tem sinalizado que pretende seguir com o afrouxamento monetário até que a inflação esteja sob controle.

No entanto, o alerta de Campos Neto sobre as incertezas do cenário global é um sinal de que o BC está atento aos riscos que podem impactar a economia brasileira.

O aumento da inflação nos Estados Unidos, que deve levar a uma elevação dos juros americanos, é um dos principais riscos que o BC está monitorando.

Se os juros americanos subirem muito, isso pode atrair investimentos para os Estados Unidos e provocar uma desvalorização do real. Isso, por sua vez, pode pressionar a inflação brasileira.

O BC também está monitorando a guerra na Ucrânia, que pode provocar uma desaceleração da economia global e afetar o comércio exterior brasileiro.

Em resumo, o corte de 0,50 pp na Selic na próxima reunião do Copom é um movimento esperado, mas o alerta de Campos Neto sobre as incertezas do cenário global indica que o BC está pronto para ajustar o ritmo do afrouxamento monetário se necessário.

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