Banco Central mantém ritmo de cortes da Selic, mas decisão divide opiniões

Banco Central mantém ritmo de cortes da Selic, mas decisão divide opiniões
Banco Central mantém ritmo de cortes da Selic, mas decisão divide opiniões

Empresas e consumidores pedem mais agressividade na redução dos juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (14), reduzir a Selic em 0,50 ponto percentual. Com isso, a taxa básica de juros passou de 12,25% para 11,75% ao ano, ficando dentro da projeção do Relatório Focus para o ano de 2023.

Trata-se do quarto reajuste da mesma magnitude e o Banco Central já adiantou que o ritmo segue o mesmo para as próximas reuniões.

No entanto, a decisão não agradou a todos. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, considera excesso de conservadorismo a decisão do Copom.

A entidade ainda destaca que, mesmo com as reduções na Selic em agosto, setembro e novembro, a taxa de juros real – que desconsidera os efeitos da inflação – está em 8% ao ano. Ou seja, 3,5 pontos percentuais acima da taxa de juros neutra, que não estimula nem desestimula a atividade econômica.

Redução significativa

“O cenário de controle da inflação justifica plenamente a redução da Selic em ritmo mais acelerado, e é isso que a CNI espera que seja feito nas próximas reuniões do Copom. É preciso – e possível – mais agressividade para que ocorra uma redução mais significativa do custo financeiro suportado por empresas e consumidores”, afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Por outro lado, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) afirma que, considerando todos os riscos envolvidos na conjuntura econômica brasileira, a decisão de manter o ciclo de cortes na taxa básica de juros do País é acertada.

A federação ainda aponta que o descontrole fiscal pode prejudicar os cortes futuros na Selic. “Isso acontece porque, apesar de mantida a meta de déficit primário zero em 2024, o mercado não acredita mais na capacidade de o governo cumpri-la — e caso o faça, será possível apenas com o aumento de tributos”, disse em comunicado.

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